Aspiração de via aérea é indicada quando secreção, sangue ou vômito está comprometendo permeabilidade ou ventilação. Ela deve responder a uma obstrução real, não ser executada rotineiramente sem necessidade, porque cada passagem pode interromper oxigenação e estimular respostas adversas.
Em crianças pequenas, o equilíbrio é estreito: a aspiração pode restaurar fluxo rapidamente, mas manobras prolongadas favorecem hipóxia, bradicardia por estímulo vagal e trauma de mucosa.
Aspire quando o material está atrapalhando a ventilação
Ruídos de secreção, material visível, ventilação difícil ou obstrução são indicações mais úteis que uma rotina fixa. A técnica deve ser preparada para ser breve, com reoxigenação e nova avaliação imediatamente após.
Profundidade e duração importam
Introdução profunda sem indicação aumenta trauma e resposta vagal. Em via aérea avançada, a técnica deve respeitar comprimento do tubo e protocolo do serviço. Monitorização durante o procedimento ajuda a reconhecer dessaturação e bradicardia precocemente.
Depois de aspirar, reavalie a causa
Se ventilação continua difícil após remover secreções, pensar em deslocamento de tubo, obstrução residual, pneumotórax ou falha de equipamento. Em paciente intubado que deteriora, o mnemônico DOPE organiza essa busca.
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