Glossário clínico
Glossário de emergência pediátrica
Referência clínica para profissionais de saúde: 50 artigos sobre avaliação inicial, respiração e via aérea, circulação e choque, neurologia e ressuscitação pediátrica.
Conteúdo médico por Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe · CRM/MG 105.721 · atualizado em .
01 · 20 verbetes
Avaliação inicial
Ferramentas para organizar o primeiro contato, reconhecer gravidade e comunicar a fisiologia da criança.
AVDI / AVPU
Triagem rápida do nível de consciência que descreve se a criança está alerta ou responde à voz, à dor ou não responde, útil para reconhecer deterioração antes de uma avaliação neurológica mais detalhada.
Ler artigoEscala de Coma de Glasgow pediátrica
Versão adaptada da Escala de Coma de Glasgow para crianças pequenas, preservando os domínios ocular, verbal e motor, mas ajustando principalmente a resposta verbal ao desenvolvimento.
Ler artigoTriângulo de Avaliação Pediátrica (TAP)
Impressão observacional rápida baseada em aparência, trabalho respiratório e circulação para a pele, usada antes do exame físico detalhado para reconhecer fisiologia ameaçadora.
Ler artigoXABCDE no trauma pediátrico
Adaptação da avaliação primária no trauma que antecipa o controle de hemorragia externa exsanguinante antes de via aérea, respiração, circulação, neurologia e exposição.
Ler artigoAvaliação primária pediátrica
Avaliação sistemática ABCDE que identifica e trata ameaças imediatas à vida enquanto o profissional avança por via aérea, respiração, circulação, neurologia e exposição.
Ler artigoAvaliação secundária pediátrica
Etapa posterior à estabilização inicial que combina história SAMPLE, exame físico dirigido e exames complementares para definir a causa e orientar tratamento específico.
Ler artigoSAMPLE na emergência pediátrica
Estrutura de história dirigida para coletar sintomas, alergias, medicamentos, antecedentes, última ingestão e eventos relacionados ao quadro sem perder informações críticas sob pressão.
Ler artigoTempo de enchimento capilar (TEC)
Marcador clínico de perfusão periférica que ganha valor quando interpretado junto de temperatura, pulsos, estado mental, pressão e tendência hemodinâmica, e não como número isolado.
Ler artigoAvaliação de pulsos em pediatria
Exame de frequência, regularidade, amplitude e relação entre pulsos centrais e periféricos para interpretar perfusão, ritmo e possível deterioração circulatória.
Ler artigoHipotensão pediátrica
Achado tardio de falência compensatória em muitas crianças, cuja interpretação depende de idade, tendência, perfusão e contexto, não apenas de um valor isolado de pressão arterial.
Ler artigoTriagem pediátrica
Priorização inicial da criança segundo risco fisiológico e necessidade de intervenção, antes do diagnóstico definitivo.
Ler artigoPEWS — Pediatric Early Warning Score
Ferramenta de alerta para reconhecer deterioração clínica por combinação de parâmetros fisiológicos e observacionais.
Ler artigoAparência na avaliação pediátrica
Leitura rápida de interação, tônus, consolabilidade, olhar e resposta ao ambiente como marcador global de função cerebral e perfusão.
Ler artigoAvaliação da dor pediátrica
Mensuração da dor com instrumento adequado ao desenvolvimento, comportamento e capacidade de comunicação da criança.
Ler artigoDesidratação pediátrica
Déficit de água e eletrólitos estimado clinicamente por história, perfusão, mucosas, diurese, peso e estado geral.
Ler artigoEstado mental alterado
Mudança aguda de interação, orientação, resposta ou comportamento que exige investigação rápida de causas reversíveis e neurológicas.
Ler artigoHipoglicemia pediátrica
Baixa glicemia como causa reversível de alteração neurológica, convulsão ou instabilidade, exigindo confirmação e tratamento conforme contexto.
Ler artigoGlicemia capilar na emergência pediátrica
Teste rápido de glicose usado como extensão do ABCDE em alteração de consciência, convulsão, choque e situações metabólicas.
Ler artigoTemperatura na avaliação pediátrica
Medida que deve ser interpretada junto de idade, técnica, perfusão e contexto, especialmente em lactentes e crianças graves.
Ler artigoDiurese como marcador de perfusão
Produção urinária usada como indicador tardio e integrado de perfusão renal, estado volêmico e função orgânica.
Ler artigo02 · 36 verbetes
Respiração e via aérea
Sinais de esforço, oxigenação, ventilação e estratégias de suporte respiratório.
Estridor
Ruído respiratório áspero produzido por fluxo turbulento em via aérea superior estreitada, cuja gravidade depende mais do contexto, esforço e entrada de ar do que do volume do som isoladamente.
Ler artigoSibilância
Som musical geralmente expiratório associado ao estreitamento de vias aéreas intratorácicas, que descreve um fenômeno auscultatório e não distingue sozinho asma, bronquiolite ou outras causas.
Ler artigoTiragem intercostal e subcostal
Retração visível da parede torácica durante a inspiração que sinaliza aumento do trabalho respiratório e deve ser interpretada pela intensidade, tendência e associação com entrada de ar e fadiga.
Ler artigoBatimento de asa de nariz
Abertura ativa das narinas durante a inspiração, sinal de recrutamento respiratório acessório particularmente útil em lactentes e crianças pequenas.
Ler artigoGemência expiratória
Som expiratório produzido por fechamento parcial da glote para manter pressão expiratória, associado a dificuldade respiratória relevante e necessidade de avaliação rápida da fisiologia respiratória.
Ler artigoDesconforto respiratório
Estado em que a criança aumenta o trabalho respiratório para manter ventilação e oxigenação, ainda com mecanismos compensatórios ativos e potencial de progressão para falência.
Ler artigoInsuficiência/falência respiratória
Incapacidade de manter oxigenação, ventilação ou ambas, frequentemente marcada por fadiga, alteração do sensório e perda dos mecanismos compensatórios vistos no desconforto respiratório.
Ler artigoHipoxemia
Redução da oxigenação arterial que pode resultar de hipoventilação, desajuste ventilação-perfusão, shunt, limitação de difusão ou baixa oferta inspirada de oxigênio.
Ler artigoHipercapnia
Elevação de CO₂ arterial geralmente associada a ventilação alveolar insuficiente, que pode coexistir com saturação aparentemente aceitável quando há oxigênio suplementar.
Ler artigoSpO₂ — saturação periférica de oxigênio
Estimativa não invasiva da saturação de hemoglobina pelo oxímetro, útil para tendência de oxigenação, mas dependente de perfusão, qualidade de sinal e contexto clínico.
Ler artigoFiO₂ — fração inspirada de oxigênio
Fração de oxigênio no gás inspirado, que varia de aproximadamente 0,21 no ar ambiente a valores maiores conforme dispositivo, fluxo, vedação e estratégia ventilatória.
Ler artigoVentilação bolsa-válvula-máscara
Ventilação com pressão positiva por bolsa e máscara, intervenção fundamental para criança apneica ou com ventilação inadequada e frequentemente eficaz antes de uma via aérea avançada.
Ler artigoCânula orofaríngea e nasofaríngea
Adjuntos simples de via aérea usados para reduzir obstrução por tecidos moles em pacientes selecionados, com escolha condicionada por nível de consciência, anatomia e contraindicações.
Ler artigoAspiração de via aérea
Remoção de secreções, sangue ou conteúdo que obstrui via aérea, útil quando material interfere no fluxo ou ventilação, mas capaz de causar hipóxia, trauma e resposta vagal se excessiva.
Ler artigoCapnografia / ETCO₂
Monitorização contínua do CO₂ expirado que informa ventilação, ajuda a confirmar e acompanhar via aérea avançada e fornece tendência útil durante ressuscitação.
Ler artigoVNI — ventilação não invasiva
Suporte ventilatório por interface sem tubo traqueal, útil em pacientes selecionados com trabalho respiratório aumentado que ainda mantêm proteção de via aérea e capacidade de cooperação compatível.
Ler artigoIOT — intubação orotraqueal
Colocação de tubo traqueal pela boca para garantir via aérea, ventilação e proteção em situações em que medidas menos invasivas não sustentam o paciente adequadamente.
Ler artigoCrupe (laringotraqueíte)
Síndrome geralmente viral de obstrução subglótica caracterizada por tosse metálica, rouquidão e estridor, cuja gravidade é definida pelo estado clínico e grau de obstrução.
Ler artigoBronquiolite
Infecção viral de vias aéreas inferiores em lactentes, diagnosticada clinicamente, cujo manejo é predominantemente de suporte e orientado por alimentação, apneia, esforço e oxigenação.
Ler artigoAnafilaxia
Reação sistêmica aguda potencialmente fatal, frequentemente com comprometimento respiratório e/ou circulatório, em que epinefrina intramuscular precoce é a intervenção central.
Ler artigoTaquipneia pediátrica
Elevação da frequência respiratória que deve ser comparada com idade, temperatura, esforço respiratório e contexto metabólico.
Ler artigoApneia pediátrica
Interrupção respiratória clinicamente relevante que pode preceder bradicardia e parada, sobretudo em lactentes.
Ler artigoCianose
Coloração azulada que precisa ser diferenciada em central e periférica e correlacionada à oxigenação e perfusão.
Ler artigoObstrução de via aérea superior
Redução do fluxo em nasofaringe, orofaringe, laringe ou traqueia proximal, geralmente associada a estridor e esforço inspiratório.
Ler artigoObstrução de via aérea inferior
Limitação ao fluxo em brônquios e bronquíolos, tipicamente associada a sibilância, expiração prolongada e aprisionamento aéreo.
Ler artigoOxigenoterapia pediátrica
Administração de oxigênio para corrigir hipoxemia, com dispositivo e alvo definidos pelo quadro e pela necessidade de escalonamento.
Ler artigoCânula nasal de alto fluxo
Suporte respiratório com fluxo aquecido e umidificado que pode reduzir trabalho respiratório e fornecer FiO₂ controlada.
Ler artigoPEEP — pressão positiva expiratória final
Pressão mantida ao final da expiração para recrutar alvéolos e melhorar oxigenação, com efeitos simultâneos sobre hemodinâmica.
Ler artigoRelação ventilação-perfusão
Relação entre ar que alcança os alvéolos e sangue que os perfunde, fundamental para interpretar hipoxemia.
Ler artigoAcidose respiratória
Queda do pH por retenção de CO₂, geralmente indicando ventilação alveolar insuficiente em relação à produção de CO₂.
Ler artigoAlcalose respiratória
Elevação do pH relacionada à redução de PaCO₂ por hiperventilação, comum em dor, ansiedade, hipóxia e doença sistêmica.
Ler artigoLaringoespasmo
Fechamento reflexo das cordas vocais que pode causar obstrução abrupta, frequentemente em contexto perioperatório ou irritação de via aérea.
Ler artigoCorpo estranho em via aérea
Obstrução aguda por objeto aspirado, com abordagem diferente conforme tosse eficaz, troca de ar e nível de consciência.
Ler artigoEstado asmático
Exacerbação asmática grave ou refratária com risco de falência respiratória e necessidade de tratamento escalonado.
Ler artigoGravidade da pneumonia pediátrica
Estratificação baseada em oxigenação, esforço, alimentação, estado geral e complicações, mais útil que radiografia isolada.
Ler artigoDerrame pleural pediátrico
Acúmulo de líquido pleural que pode complicar pneumonia e alterar mecânica respiratória, exigindo avaliação de tamanho e repercussão.
Ler artigo03 · 25 verbetes
Circulação e choque
Perfusão, pressão, tipos de choque, acesso vascular e alterações de frequência com repercussão hemodinâmica.
PAM — pressão arterial média
Estimativa da pressão média ao longo do ciclo cardíaco, útil para acompanhar perfusão e resposta hemodinâmica, mas sem alvo pediátrico universal aplicável a todos os cenários.
Ler artigoChoque compensado vs descompensado
Diferencia fases em que mecanismos compensatórios ainda preservam pressão e perfusão central daquelas em que a compensação falha e a hipotensão aparece.
Ler artigoChoque hipovolêmico
Choque por redução de volume intravascular, comum em perdas gastrointestinais ou hemorrágicas, com queda de pré-carga e débito cardíaco antes de hipotensão tardia.
Ler artigoChoque distributivo
Choque caracterizado por distribuição inadequada do fluxo e alteração do tônus vascular, frequentemente associado a sepse ou anafilaxia e capaz de apresentar perfusão periférica fria ou quente.
Ler artigoChoque séptico
Disfunção circulatória associada à infecção e resposta sistêmica, em que reconhecimento de hipoperfusão, antimicrobianos precoces, controle de foco e suporte hemodinâmico precisam ocorrer em paralelo.
Ler artigoChoque cardiogênico
Choque por falha da bomba cardíaca, em que perfusão inadequada pode coexistir com congestão e reposição volêmica agressiva pode piorar a fisiologia.
Ler artigoChoque obstrutivo
Choque por impedimento mecânico ao enchimento ou à ejeção cardíaca, como pneumotórax hipertensivo, tamponamento ou embolia, em que a correção da obstrução é decisiva.
Ler artigoAcesso intraósseo
Via vascular de emergência para administração rápida de fluidos e medicamentos quando acesso venoso confiável não é obtido em tempo compatível com a gravidade.
Ler artigoBradicardia pediátrica
Frequência cardíaca inadequadamente baixa para idade e contexto, particularmente preocupante quando associada a hipoxemia, hipoperfusão ou deterioração do nível de consciência.
Ler artigoTaquicardia pediátrica
Frequência cardíaca elevada que pode representar resposta fisiológica a febre, dor ou choque ou uma taquiarritmia primária, exigindo correlação com idade, variabilidade, início e perfusão.
Ler artigoPerfusão periférica
Avaliação integrada de temperatura, cor, enchimento capilar e pulsos periféricos como janela para circulação efetiva.
Ler artigoPressão de pulso
Diferença entre pressão sistólica e diastólica que pode oferecer pistas sobre volume sistólico e tônus vascular.
Ler artigoMoteamento cutâneo
Padrão irregular de coloração cutânea associado a vasoconstrição e perfusão heterogênea, útil como sinal de tendência.
Ler artigoLactato na emergência pediátrica
Biomarcador de estresse metabólico que pode ajudar a estratificar gravidade e acompanhar tendência, sem ser específico de hipóxia tecidual.
Ler artigoResponsividade a fluidos
Probabilidade de aumento relevante do débito após volume, distinta da pergunta se a criança realmente precisa ou tolera mais fluido.
Ler artigoDrogas vasoativas em pediatria
Agentes usados para modificar tônus vascular, contratilidade ou ambos quando perfusão permanece inadequada apesar de medidas iniciais.
Ler artigoEpinefrina em infusão
Catecolamina com efeitos inotrópicos e vasopressores tituláveis usada em choque selecionado e suporte cardiovascular.
Ler artigoNorepinefrina em pediatria
Vasopressor predominantemente alfa-adrenérgico usado quando vasodilatação e baixa resistência vascular são componentes importantes do choque.
Ler artigoDobutamina em pediatria
Inotrópico usado para aumentar contratilidade em baixo débito com pressão e resistência vascular que permitam seu uso.
Ler artigoDébito cardíaco em pediatria
Produto de frequência cardíaca e volume sistólico, determinante central da entrega de oxigênio aos tecidos.
Ler artigoResistência vascular sistêmica
Componente do sistema circulatório que influencia pressão arterial e distribuição de fluxo, podendo estar alta ou baixa nos diferentes tipos de choque.
Ler artigoMiocardite pediátrica
Inflamação miocárdica que pode se apresentar como insuficiência cardíaca, arritmia, choque ou quadro inespecífico respiratório/gastrointestinal.
Ler artigoTaquicardia supraventricular pediátrica
Taquiarritmia regular de início geralmente abrupto, importante de diferenciar de taquicardia sinusal pela frequência, variabilidade e contexto.
Ler artigoTaquicardia ventricular pediátrica
Taquicardia de complexo largo potencialmente ameaçadora, cuja abordagem depende de pulso e estabilidade hemodinâmica.
Ler artigoChoque refratário pediátrico
Persistência de hipoperfusão apesar de tratamento inicial adequado, exigindo reavaliação de mecanismo e suporte hemodinâmico avançado.
Ler artigo04 · 14 verbetes
Neurologia
Crises convulsivas e avaliação neurológica aguda com foco em reconhecimento e estabilização.
Convulsão febril simples vs complexa
Classificação que separa crises febris breves, generalizadas e únicas de apresentações focais, prolongadas, recorrentes ou com recuperação neurológica incompleta.
Ler artigoEstado de mal epiléptico
Crise convulsiva prolongada ou recorrente sem recuperação adequada, tratada como emergência tempo-dependente porque duração maior reduz a chance de cessação espontânea e aumenta risco sistêmico.
Ler artigoPeríodo pós-ictal
Fase transitória de alteração neurológica após crise, cuja duração e recuperação ajudam a diferenciar evolução esperada de complicação.
Ler artigoCrise convulsiva focal
Evento epiléptico iniciado em rede cerebral localizada, com manifestações motoras, sensitivas, autonômicas ou cognitivas.
Ler artigoEstado de mal não convulsivo
Atividade epiléptica persistente sem manifestações motoras generalizadas evidentes, suspeitada diante de alteração de consciência inexplicada.
Ler artigoMeningismo
Conjunto de sinais de irritação meníngea que pode apoiar suspeita de meningite, mas tem sensibilidade limitada em lactentes.
Ler artigoEncefalopatia aguda
Disfunção cerebral difusa manifestada por alteração de consciência, comportamento ou cognição, com múltiplas causas possíveis.
Ler artigoEdema cerebral
Aumento de água no tecido cerebral com risco de elevação da pressão intracraniana e herniação em situações específicas.
Ler artigoHipertensão intracraniana
Elevação da pressão intracraniana com risco de redução da perfusão cerebral e herniação, reconhecida por contexto e sinais clínicos.
Ler artigoAvaliação pupilar
Exame de tamanho, simetria e reatividade pupilar como componente rápido da avaliação neurológica seriada.
Ler artigoDelirium pediátrico
Alteração aguda e flutuante de atenção e cognição, frequente em crianças criticamente doentes e muitas vezes subdiagnosticada.
Ler artigoComa pediátrico
Estado de ausência persistente de vigília e resposta apropriada, exigindo estabilização e investigação etiológica imediatas.
Ler artigoSinais de alerta na cefaleia pediátrica
Características que aumentam preocupação com causa secundária, como déficit focal, alteração de consciência ou padrão progressivo.
Ler artigoAtaxia aguda pediátrica
Alteração súbita de coordenação ou marcha que pode decorrer de causas tóxicas, pós-infecciosas, cerebelares ou estruturais.
Ler artigo05 · 45 verbetes
Ressuscitação
RCP, ritmos, desfibrilação, cardioversão, causas reversíveis e cuidado após retorno da circulação.
PALS / SAVP
Estrutura de suporte avançado pediátrico que organiza reconhecimento, estabilização e tratamento de deterioração respiratória, choque, bradicardia, taquicardia e parada cardiorrespiratória.
Ler artigoRCP pediátrica
Ressuscitação com compressões e ventilação de alta qualidade em criança com parada ou bradicardia profunda com hipoperfusão conforme critérios do suporte pediátrico.
Ler artigoParada cardiorrespiratória pediátrica
Perda de circulação efetiva em lactentes ou crianças, frequentemente precedida por falência respiratória ou choque, que exige RCP imediata e tratamento conforme o ritmo.
Ler artigoRitmos chocáveis e não chocáveis
Classificação operacional dos ritmos de parada em FV/TV sem pulso, que recebem desfibrilação, e assistolia/AESP, em que choque não é indicado.
Ler artigoDesfibrilação pediátrica
Choque elétrico não sincronizado indicado em fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso, com energia baseada no peso e mínima interrupção das compressões.
Ler artigoCardioversão sincronizada
Choque elétrico sincronizado ao QRS usado em taquiarritmia com pulso e instabilidade, reduzindo o risco de aplicar energia durante a fase vulnerável da repolarização.
Ler artigoRetorno da circulação espontânea (ROSC)
Retorno de pulso e circulação efetiva após parada, marco que inicia imediatamente o cuidado pós-PCR para proteger oxigenação, ventilação, pressão e função neurológica.
Ler artigoHs e Ts na parada pediátrica
Estrutura mnemônica para procurar causas reversíveis de parada, como hipóxia, hipovolemia, distúrbios metabólicos, tamponamento, pneumotórax, trombose e toxinas.
Ler artigoSuporte básico de vida pediátrico
Sequência de reconhecimento, acionamento de ajuda, compressões e ventilação destinada a manter fluxo e oxigenação até suporte avançado.
Ler artigoDEA em pediatria
Uso de desfibrilador automático em criança com parada, preferindo atenuação pediátrica quando disponível sem atrasar choque.
Ler artigoRelação compressão-ventilação na RCP pediátrica
Proporção de compressões e ventilações que varia conforme número de socorristas e presença de via aérea avançada.
Ler artigoProfundidade das compressões pediátricas
Compressões suficientemente profundas para gerar fluxo, ajustadas ao tamanho torácico e com retorno completo do tórax.
Ler artigoFrequência das compressões na RCP
Cadência de compressões definida para equilibrar fluxo coronariano, enchimento e tempo de retorno do tórax.
Ler artigoEpinefrina na parada pediátrica
Vasopressor usado durante parada conforme ritmo e algoritmo, com objetivo de elevar pressão de perfusão coronariana e cerebral.
Ler artigoAmiodarona na PCR pediátrica
Antiarrítmico considerado em FV/TV sem pulso refratária dentro do algoritmo de ritmo chocável.
Ler artigoLidocaína na PCR pediátrica
Alternativa antiarrítmica para FV/TV sem pulso refratária em algoritmos contemporâneos de ressuscitação pediátrica.
Ler artigoMonitorização da qualidade da RCP
Uso de parâmetros mecânicos e fisiológicos para identificar compressões inadequadas e melhorar desempenho durante ressuscitação.
Ler artigoFração de compressão torácica
Proporção do tempo de parada em que compressões estão sendo efetivamente realizadas, usada como marcador de continuidade da RCP.
Ler artigoOxigenação após ROSC
Ajuste de oxigênio após retorno da circulação para evitar tanto hipoxemia quanto hiperóxia sustentada.
Ler artigoVentilação após ROSC
Controle da ventilação após retorno da circulação para evitar hipercapnia ou hipocapnia extremas e proteger perfusão cerebral.
Ler artigoControle de temperatura pós-parada
Prevenção de febre e manejo térmico protocolado após parada, integrado ao cuidado neurológico pós-ROSC.
Ler artigoECPR pediátrica
Uso de suporte extracorpóreo durante ressuscitação em cenários altamente selecionados e centros com capacidade específica.
Ler artigoParada traumática pediátrica
Parada associada a trauma em que controle de hemorragia, oxigenação e causas mecânicas reversíveis ganham prioridade específica.
Ler artigoRessuscitação no afogamento
Ressuscitação de causa predominantemente hipóxica em que ventilação precoce e oxigenação têm importância central.
Ler artigoAnafilaxia na emergência pediátrica
Reação sistêmica grave de início rápido em que epinefrina intramuscular é a intervenção de primeira linha.
Ler artigoParada por intoxicação
Parada em que identificação do agente e uso de antídotos ou terapias específicas podem ser decisivos além do algoritmo padrão.
Ler artigoCausas reversíveis da PCR pediátrica
Busca sistemática por causas tratáveis durante ressuscitação, organizada em hipóxia, hipovolemia, distúrbios metabólicos e causas mecânicas/toxicológicas.
Ler artigoLiderança e comunicação na RCP
Organização de equipe com funções claras, comunicação em alça fechada e antecipação de próximos passos durante ressuscitação.
Ler artigoDebriefing pós-ressuscitação
Revisão estruturada após evento crítico para identificar acertos, falhas de processo e oportunidades de melhoria clínica e de sistema.
Ler artigoPresença da família durante RCP
Possibilidade de presença de familiares durante ressuscitação quando há suporte adequado e isso não interfere no cuidado.
Ler artigoPrognóstico neurológico pós-parada
Avaliação multimodal e seriada do potencial de recuperação neurológica após PCR, evitando conclusões precoces baseadas em um único achado.
Ler artigoConvulsões após parada cardíaca
Complicação neurológica pós-ROSC que pode ser clínica ou eletrográfica e exige reconhecimento e tratamento conforme diretriz.
Ler artigoPressão arterial após ROSC
Manutenção de pressão e perfusão adequadas após retorno da circulação para reduzir lesão secundária de cérebro e outros órgãos.
Ler artigoECG após ROSC
Avaliação elétrica após retorno da circulação para identificar arritmias, isquemia, distúrbios de condução ou pistas etiológicas.
Ler artigoAcesso vascular durante PCR pediátrica
Obtenção rápida de acesso intravenoso ou intraósseo sem interromper RCP, priorizando a via que possa ser estabelecida com menor atraso.
Ler artigoCapnografia durante RCP
Monitorização contínua do CO₂ expirado que pode ajudar a avaliar ventilação, qualidade de compressões e retorno da circulação.
Ler artigoHiperventilação durante RCP
Erro frequente de ventilação acima do necessário, capaz de elevar pressão intratorácica e reduzir retorno venoso durante ressuscitação.
Ler artigoAssistolia pediátrica
Ritmo não chocável sem atividade elétrica ventricular efetiva, tratado com RCP de alta qualidade, epinefrina e busca de causas reversíveis.
Ler artigoAtividade elétrica sem pulso
Atividade elétrica organizada no monitor sem pulso central efetivo, representando estado de fluxo crítico e causa subjacente a ser corrigida.
Ler artigoFibrilação ventricular pediátrica
Ritmo caótico sem débito efetivo e indicação imediata de desfibrilação associada a RCP de alta qualidade.
Ler artigoTaquicardia ventricular sem pulso
Taquicardia ventricular sem circulação efetiva, tratada como ritmo chocável com desfibrilação e RCP imediata.
Ler artigoEnergia de desfibrilação pediátrica
Energia de choque ajustada ao peso em ritmos chocáveis, com escalonamento conforme resposta e algoritmo vigente.
Ler artigoSincronização na cardioversão
Função do desfibrilador que alinha o choque ao QRS para reduzir risco de induzir fibrilação ventricular.
Ler artigoBradicardia pediátrica com pulso
Frequência baixa para idade com repercussão, frequentemente consequência de hipóxia, que exige ventilação eficaz e suporte circulatório.
Ler artigoTaquicardia pediátrica com pulso
Abordagem da frequência elevada baseada em estabilidade, largura do QRS e diferenciação entre sinusal e arritmia.
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