Convulsão febril é uma crise associada a febre em criança na faixa etária típica, sem evidência de infecção do sistema nervoso central ou causa metabólica imediata que explique o evento. A distinção entre simples e complexa é útil porque muda a necessidade de investigação e observação, mas só depois que a crise em andamento e ameaças de ABC foram tratadas.
A crise simples é generalizada, dura menos de 15 minutos, não recorre na mesma doença febril e é seguida de recuperação neurológica completa em tempo esperado. Focalidade, duração prolongada, recorrência ou alteração persistente do sensório deslocam a apresentação para complexa e exigem avaliação mais cuidadosa.
A classificação vem depois da estabilização
Se a criança continua convulsionando, a prioridade é via aérea, oxigenação, glicemia e tratamento da crise conforme protocolo. Não faz sentido discutir se a crise é simples ou complexa enquanto atividade convulsiva prolongada continua.
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Focalidade e recuperação mudam o nível de investigação
Crise focal, déficit pós-ictal persistente, alteração de consciência além do esperado, sinais meníngeos ou aparência tóxica ampliam o diferencial para infecção do sistema nervoso central, epilepsia ou lesão estrutural. A história deve incluir duração observada, lateralização, recorrência e retorno ao baseline.
Uma crise simples típica não exige investigação indiscriminada
Em uma criança que retorna ao basal e cuja fonte febril é clinicamente plausível, exames extensos não são automaticamente necessários. A decisão deve ser guiada por idade, exame, vacinação, sinais de meningite e contexto clínico, não pela ansiedade gerada pelo evento isoladamente.
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