Glossário clínico

Estado de mal epiléptico

Crise convulsiva prolongada ou recorrente sem recuperação adequada, tratada como emergência tempo-dependente porque duração maior reduz a chance de cessação espontânea e aumenta risco sistêmico.

Conteúdo médico por Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe · CRM/MG 105.721 · atualizado em .

Estado de mal epiléptico é uma emergência neurológica em que a atividade convulsiva persiste por tempo suficiente para exigir tratamento imediato ou se repete sem recuperação adequada entre episódios. Na prática moderna, crises convulsivas contínuas a partir de cerca de cinco minutos já são tratadas como status em evolução porque esperar mais reduz a chance de cessação espontânea.

O raciocínio precisa acontecer em paralelo: proteger via aérea e oxigenação, verificar glicemia, tratar a crise com a sequência farmacológica apropriada e procurar causas reversíveis como distúrbios metabólicos, intoxicação, infecção, trauma ou falta de medicação antiepiléptica habitual.

Tempo é parte do diagnóstico operacional

Uma crise curta pode cessar espontaneamente; à medida que se prolonga, mecanismos celulares favorecem persistência e resistência. Por isso, registrar horário de início real ou estimado é clinicamente importante e deve ser obtido do cuidador, equipe pré-hospitalar ou testemunha.

ABC e tratamento anticonvulsivante não competem entre si

Oxigenação inadequada, hipoventilação e aspiração podem complicar a crise e o tratamento. A equipe deve posicionar, aspirar se necessário, monitorizar e ventilar quando indicado enquanto prepara medicação. Glicemia capilar é uma causa reversível que merece avaliação precoce.

Após cessar a crise, a investigação muda de foco

Persistência de rebaixamento pode ser pós-ictal, efeito de medicação ou sinal de patologia contínua. Focalidade, febre, trauma, intoxicação, primeira crise e história neurológica prévia determinam profundidade da investigação. Em suspeita de status não convulsivo, EEG pode ser necessário quando disponível.

As páginas de midazolam, diazepam, fenobarbital e levetiracetam concentram doses documentadas; o glossário mantém o foco no reconhecimento e na lógica do atendimento.

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