Choque séptico é um fenótipo de choque distributivo associado à infecção e disfunção orgânica. A criança pode apresentar febre ou hipotermia, taquicardia, alteração de consciência, perfusão fria ou quente e hipotensão tardia. A apresentação varia com idade, foco, comorbidades e fase da doença.
O tratamento é tempo-dependente, mas não se resume a volume. Antimicrobiano, obtenção de acesso, monitorização, avaliação de resposta a fluidos e necessidade de vasoativos devem ser organizados simultaneamente.
Sepse pode parecer inespecífica no começo
Irritabilidade, letargia, piora de alimentação, taquicardia e perfusão alterada podem anteceder sinais mais óbvios. Em lactentes e imunocomprometidos, febre ausente não exclui infecção grave. O contexto de risco precisa reduzir o limiar para investigação.
Fluido é uma intervenção com endpoint
O objetivo é melhorar perfusão, não atingir um volume predeterminado. Após cada etapa, avaliar pulsos, TEC, pressão, estado mental, diurese e sinais de sobrecarga. Disfunção miocárdica pode coexistir com vasodilatação e limitar tolerância a volume.
Vasoativo entra quando a fisiologia exige
Choque refratário a reposição apropriada ou com sinais de que mais fluido é inadequado pode exigir vasoativo. A escolha depende do fenótipo hemodinâmico e do protocolo local, com monitorização contínua da resposta.
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