Glossário clínico

Choque séptico

Disfunção circulatória associada à infecção e resposta sistêmica, em que reconhecimento de hipoperfusão, antimicrobianos precoces, controle de foco e suporte hemodinâmico precisam ocorrer em paralelo.

Conteúdo médico por Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe · CRM/MG 105.721 · atualizado em .

Choque séptico é um fenótipo de choque distributivo associado à infecção e disfunção orgânica. A criança pode apresentar febre ou hipotermia, taquicardia, alteração de consciência, perfusão fria ou quente e hipotensão tardia. A apresentação varia com idade, foco, comorbidades e fase da doença.

O tratamento é tempo-dependente, mas não se resume a volume. Antimicrobiano, obtenção de acesso, monitorização, avaliação de resposta a fluidos e necessidade de vasoativos devem ser organizados simultaneamente.

Sepse pode parecer inespecífica no começo

Irritabilidade, letargia, piora de alimentação, taquicardia e perfusão alterada podem anteceder sinais mais óbvios. Em lactentes e imunocomprometidos, febre ausente não exclui infecção grave. O contexto de risco precisa reduzir o limiar para investigação.

Fluido é uma intervenção com endpoint

O objetivo é melhorar perfusão, não atingir um volume predeterminado. Após cada etapa, avaliar pulsos, TEC, pressão, estado mental, diurese e sinais de sobrecarga. Disfunção miocárdica pode coexistir com vasodilatação e limitar tolerância a volume.

Vasoativo entra quando a fisiologia exige

Choque refratário a reposição apropriada ou com sinais de que mais fluido é inadequado pode exigir vasoativo. A escolha depende do fenótipo hemodinâmico e do protocolo local, com monitorização contínua da resposta.

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