Choque distributivo ocorre quando o fluxo sanguíneo é mal distribuído entre os tecidos, geralmente por vasodilatação, alteração de permeabilidade e resposta inflamatória. Sepse e anafilaxia são causas pediátricas relevantes, mas a apresentação hemodinâmica não é idêntica entre elas.
O exame pode mostrar extremidades quentes e pulsos amplos ou, em outras fases, vasoconstrição e perfusão fria. Por isso, não existe um único 'aspecto' obrigatório de choque distributivo.
Perfusão quente e fria representam fenótipos diferentes
Vasodilatação predominante pode produzir pulsos amplos, TEC rápido e pele quente apesar de perfusão sistêmica inadequada. Em outras crianças, vasoconstrição e baixo débito dominam, com extremidades frias e pulsos fracos. O fenótipo orienta interpretação de fluidos e vasoativos.
Sepse e anafilaxia exigem tratamento da causa em paralelo
No choque séptico, antibiótico precoce e controle de foco são centrais. Na anafilaxia, epinefrina intramuscular não deve ser atrasada. Tratar apenas a pressão ou o volume sem abordar causa deixa a fisiologia ativa.
Reavaliar após cada intervenção
Resposta de pressão, pulsos, TEC, estado mental e diurese deve ser observada após fluidos ou vasoativos. Ausculta pulmonar e sinais de congestão ajudam a evitar excesso de volume quando a função miocárdica também está comprometida.
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