Acesso intraósseo permite alcançar a circulação medular e administrar medicamentos, fluidos e hemoderivados em situações críticas. Seu principal valor é tempo: numa criança em choque grave ou parada, tentativas venosas repetidas não devem atrasar terapia essencial.
A técnica exige dispositivo apropriado, escolha correta do local e confirmação de posicionamento. É uma via de emergência e deve ser substituída por acesso mais duradouro quando a situação estabiliza.
Quando parar de insistir no acesso periférico
O limiar depende da gravidade. Em PCR ou choque descompensado, se acesso venoso não é rapidamente obtido, IO deve ser considerado cedo. O objetivo não é cumprir um número arbitrário de tentativas, mas evitar atraso terapêutico.
Confirmação e vigilância do local
Aspiração de medula nem sempre é possível; estabilidade do dispositivo e infusão sem infiltração são mais úteis. Dor à infusão em paciente consciente, extravasamento e aumento de compartimento exigem atenção porque complicações locais podem ser graves.
IO é ponte, não destino
Depois de estabilização, planejar acesso venoso definitivo reduz risco de complicações e facilita cuidado prolongado. Enquanto estiver em uso, todas as infusões e o membro devem ser monitorados de perto.
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