Glossário clínico

Parada cardiorrespiratória pediátrica

Perda de circulação efetiva em lactentes ou crianças, frequentemente precedida por falência respiratória ou choque, que exige RCP imediata e tratamento conforme o ritmo.

Conteúdo médico por Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe · CRM/MG 105.721 · atualizado em .

Parada cardiorrespiratória pediátrica é o estágio final de múltiplas trajetórias de deterioração. Diferentemente do padrão adulto em que eventos cardíacos primários são mais comuns, muitas PCRs pediátricas são precedidas por hipóxia, falência respiratória ou choque progressivo.

Essa diferença reforça duas prioridades: reconhecer deterioração antes da parada e, quando a PCR ocorre, combinar compressões de alta qualidade com ventilação adequada. O ritmo define desfibrilação e medicações, mas não substitui o suporte básico bem executado.

Reconhecimento rápido e acionamento da equipe

Ausência de resposta, respiração ausente ou apenas gasping e ausência de pulso ou sinais de circulação devem levar ao início de RCP. Em ambiente hospitalar, monitor/desfibrilador e acesso vascular são organizados em paralelo sem atrasar compressões.

Ritmos chocáveis e não chocáveis seguem prioridades distintas

FV e TV sem pulso exigem desfibrilação rápida. Assistolia e AESP não recebem choque; nesses ritmos, epinefrina precoce e busca de causas reversíveis são centrais. Em ambos, RCP de alta qualidade continua entre as intervenções.

Pós-parada começa no momento do ROSC

Depois do retorno da circulação, oxigenação, ventilação, pressão, glicemia, temperatura e causa da parada precisam ser controladas. O objetivo deixa de ser apenas 'ter pulso' e passa a preservar cérebro, coração e demais órgãos após o insulto isquêmico.

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