ROSC — retorno da circulação espontânea — ocorre quando a criança recupera atividade circulatória efetiva após PCR. Pulso palpável, aumento de pressão e elevação abrupta do ETCO₂ durante RCP podem indicar que isso aconteceu. O momento não encerra a emergência; ele muda o objetivo do atendimento.
Após ROSC, a prioridade passa a ser evitar nova parada e reduzir lesão secundária. Oxigenação, ventilação, pressão, temperatura, glicemia e causa precipitante precisam ser controladas de forma sistemática.
Evite hiperóxia e hiperventilação desnecessárias
Depois que circulação retorna, oxigênio e ventilação devem ser titulados aos alvos apropriados. Manter intervenções máximas sem reavaliar pode produzir efeitos adversos, especialmente excesso de ventilação e vasoconstrição cerebral relacionada a CO₂ baixo.
Pressão e perfusão precisam ser sustentadas
Hipotensão pós-parada piora perfusão cerebral e coronariana. Volume, vasoativos e tratamento da causa devem ser ajustados à fisiologia, com monitorização de pressão, diurese e sinais de perfusão.
Procure por que a parada aconteceu
Hipóxia, choque, intoxicação, arritmia, distúrbio eletrolítico e causas mecânicas precisam ser investigados. Sem corrigir o desencadeante, a criança permanece sob risco de recorrência.
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