Capnografia mostra a concentração ou pressão de CO₂ ao longo do ciclo respiratório; ETCO₂ é o valor ao final da expiração. Em emergência, a curva é tão importante quanto o número porque permite reconhecer ventilação, desconexão, obstrução e mudanças bruscas de perfusão.
O ETCO₂ não é idêntico ao CO₂ arterial. Alterações de espaço morto, baixo débito e doença pulmonar aumentam a diferença entre os dois. Seu maior valor costuma estar na tendência e no padrão da curva.
Via aérea avançada e confirmação contínua
Após intubação, detecção persistente de CO₂ expirado apoia posição traqueal quando há circulação. Mudança abrupta ou perda de curva exige reavaliar deslocamento, desconexão, obstrução e estado circulatório.
Durante RCP, ETCO₂ reflete interação entre ventilação e fluxo
Com ventilação relativamente controlada, valores muito baixos podem acompanhar baixo fluxo gerado pelas compressões. Aumento súbito pode ocorrer com retorno da circulação espontânea. O número deve ser usado como complemento à qualidade da RCP e aos demais sinais, não como único critério de decisão.
Capnograma pode sugerir mecanismo
Padrões de obstrução, hipoventilação ou desconexão produzem formas diferentes de curva. Interpretar morfologia junto do contexto é mais útil que perseguir um alvo numérico sem entender o mecanismo.
Relacionado