Hs e Ts organizam a busca por causas reversíveis durante PCR. O objetivo não é recitar uma lista, mas usar história, contexto, ritmo e exame para identificar aquilo que pode ser corrigido enquanto RCP continua. Em pediatria, hipóxia e hipovolemia frequentemente têm peso maior que em paradas cardíacas adultas primárias.
A busca precisa acontecer sem longas pausas nas compressões. Equipe, monitorização, ultrassom quando disponível e história do evento podem ajudar a priorizar hipóteses em paralelo.
Hs: causas metabólicas e de oferta
Hipóxia, hipovolemia, alterações de hidrogênio/acidemia, potássio e temperatura estão entre causas clássicas. O contexto aponta quais são plausíveis: afogamento sugere hipóxia; hemorragia sugere hipovolemia; insuficiência renal ou intoxicação pode sugerir distúrbio de potássio.
Ts: causas mecânicas e tóxicas
Pneumotórax hipertensivo, tamponamento, toxinas e tromboses são exemplos. Trauma, ventilação com pressão positiva, acesso vascular central ou exposição medicamentosa alteram a probabilidade de cada causa.
A melhor lista é a que muda uma intervenção
Se o contexto não sustenta uma hipótese, não vale interromper RCP para investigá-la de forma extensa. O raciocínio deve ser orientado por probabilidade e tratabilidade, mantendo compressões e ventilação de alta qualidade.
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