Choque hipovolêmico decorre de volume circulante insuficiente. Em pediatria, causas frequentes incluem vômitos, diarreia, baixa ingestão e hemorragia. A fisiologia central é queda de pré-carga, redução de volume sistólico e ativação compensatória para preservar débito e pressão.
A criança pode chegar taquicárdica, com pulsos periféricos fracos e extremidades frias, mas ainda normotensa. Hipotensão sugere falência compensatória e maior gravidade.
História de perdas dá contexto ao exame
Número de episódios de vômito ou diarreia isoladamente é menos útil do que trajetória: ingestão, diurese, tempo de doença, sangramento, peso prévio e resposta ao que já foi oferecido. Em trauma, procurar fonte interna é tão importante quanto o sangramento externo aparente.
Fluidoterapia exige reavaliação, não piloto automático
Cristaloides podem restaurar pré-carga quando hipovolemia é o mecanismo dominante, mas cada bolus precisa ser seguido de nova avaliação de perfusão, ausculta, esforço respiratório e hemodinâmica. Repetir volume sem observar resposta aumenta risco de excesso e pode mascarar fisiologia diferente.
Hemorragia e desidratação compartilham hipovolemia, não o tratamento definitivo
Sangramento importante exige controle da fonte e, em cenários específicos, estratégia transfusional; gastroenterite exige reposição de déficit e manutenção conforme quadro. O rótulo 'hipovolêmico' descreve fisiologia, não encerra a etiologia.
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