Crupe é uma causa comum de obstrução aguda de via aérea superior na infância. O quadro clássico combina tosse metálica, rouquidão e estridor, frequentemente após sintomas virais. A maior parte dos casos é clínica e não exige exames para confirmação.
A prioridade é graduar obstrução e manter a criança calma. Agitação aumenta demanda e pode piorar o estridor. Manipulação desnecessária, exame de garganta forçado ou procedimentos que não mudam conduta devem ser evitados em quadros moderados ou graves.
Estridor em repouso e entrada de ar são mais úteis que a tosse
Tosse típica ajuda no diagnóstico, mas gravidade depende de estridor em repouso, retrações, entrada de ar, cianose e estado mental. Criança sonolenta com pouco ruído pode estar mais grave que outra com estridor alto e bom movimento de ar.
Quando considerar outro diagnóstico
Início abrupto após engasgo, salivação importante, posição incomum, toxicidade desproporcional, urticária ou edema devem ampliar o diferencial para corpo estranho, epiglotite, abscesso ou anafilaxia. O padrão típico de crupe não deve impedir reavaliação quando algo não encaixa.
Tratamento deve seguir gravidade
Corticosteroide é parte central do tratamento e adrenalina nebulizada é usada em quadros mais significativos conforme protocolo. Doses específicas permanecem nas páginas de medicamentos do Dose Pediátrica; este glossário foca reconhecimento e contexto.
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