Bolsa-válvula-máscara é uma das habilidades mais importantes do suporte pediátrico porque consegue restaurar ventilação sem exigir intubação imediata. Em muitas deteriorações respiratórias, uma BVM bem executada oferece oxigenação e ventilação suficientes enquanto a equipe corrige causas reversíveis e prepara próximos passos.
A eficácia depende principalmente de posicionamento, vedação e abertura da via aérea. Ventilar com força excessiva ou frequência muito alta aumenta risco de distensão gástrica, regurgitação e prejuízo hemodinâmico.
Vedação e posicionamento vêm antes de apertar mais forte
Se o tórax não eleva, reavaliar posição de cabeça, ajuste da máscara, presença de secreção ou obstrução e técnica de elevação mandibular. Em duas pessoas, uma pode manter vedação com ambas as mãos enquanto a outra comprime a bolsa, melhorando controle em cenários difíceis.
O objetivo é elevação torácica visível, não volume máximo
Ventilações excessivas aumentam pressão intratorácica e podem reduzir retorno venoso. A bolsa deve ser comprimida apenas o suficiente para produzir expansão torácica adequada, respeitando frequência recomendada para a situação clínica.
Quando pensar em via aérea avançada
Se BVM não consegue manter ventilação ou proteção de via aérea, ou se o quadro exige suporte prolongado e controlado, a equipe pode avançar para via aérea invasiva. A transição não deve interromper ventilação eficaz nem prolongar períodos sem oxigenação.
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