Glossário clínico

Cânula orofaríngea e nasofaríngea

Adjuntos simples de via aérea usados para reduzir obstrução por tecidos moles em pacientes selecionados, com escolha condicionada por nível de consciência, anatomia e contraindicações.

Conteúdo médico por Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe · CRM/MG 105.721 · atualizado em .

Cânulas orofaríngea e nasofaríngea não substituem ventilação, mas podem facilitar a manutenção de uma via aérea patente. A orofaríngea é mais apropriada em paciente sem reflexo de vômito significativo; a nasofaríngea pode ser tolerada em níveis de consciência mais preservados, desde que não exista contraindicação anatômica ou traumática relevante.

O tamanho incorreto reduz benefício e pode causar trauma ou piora da obstrução. A escolha deve ser feita pela anatomia da criança e não apenas por idade estimada.

Quando a cânula orofaríngea ajuda

Em criança inconsciente com queda da língua e sem reflexos protetores adequados, a OPA pode manter espaço posterior e facilitar ventilação com máscara. Se houver gag preservado, sua inserção pode provocar vômito ou laringoespasmo.

A nasofaríngea tem indicações e limites diferentes

A NPA percorre a cavidade nasal e pode ser útil quando abertura de boca é difícil ou o nível de consciência não permite OPA. Trauma facial importante ou suspeita de fratura de base de crânio exigem cautela e geralmente contraindicam passagem nasal conforme protocolo local.

Adjunto não corrige ventilação inadequada sozinho

Depois de posicionar o dispositivo, é preciso confirmar melhora de passagem de ar e ventilação. Se a criança continua sem movimentar ar adequadamente, outras causas de obstrução e necessidade de ventilação assistida devem ser tratadas imediatamente.

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