Falência respiratória é a transição em que o sistema respiratório deixa de sustentar adequadamente troca gasosa. A criança pode falhar por hipoxemia, por ventilação insuficiente com retenção de CO₂ ou por combinação de ambas. Clinicamente, a perda de reserva é tão importante quanto qualquer valor de monitorização.
O erro clássico é interpretar redução de taquipneia ou retrações como melhora sem observar o restante. Se a criança fica sonolenta, respira mais lentamente e move menos ar, a aparente 'calma' pode ser exaustão.
Falência de oxigenação e falência de ventilação
Hipoxemia aponta para falha de oxigenação; hipercapnia e respiração inadequada apontam para falha ventilatória. SpO₂ ajuda na primeira, mas não mede CO₂. Capnografia ou gasometria podem complementar a avaliação quando disponíveis e apropriadas.
Doenças alveolares, shunt, desajuste ventilação-perfusão e obstrução podem produzir combinações diferentes. O suporte deve responder ao mecanismo dominante e à gravidade clínica.
Sinais clínicos de perda de reserva
Alteração de consciência, bradipneia, pausas, respiração irregular, tórax silencioso, cianose, bradicardia e queda progressiva de esforço são sinais de alarme. Em pediatria, bradicardia em contexto respiratório frequentemente representa hipoxemia avançada.
Escalonar suporte sem esperar parada
Oxigênio isolado não corrige ventilação inadequada. Quando a criança não sustenta ventilação, bolsa-válvula-máscara pode ser a intervenção imediata mais importante enquanto se organiza suporte definitivo. Via aérea avançada é considerada quando medidas menos invasivas não garantem ventilação ou proteção adequada.
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