Glossário clínico

Ritmos chocáveis e não chocáveis

Classificação operacional dos ritmos de parada em FV/TV sem pulso, que recebem desfibrilação, e assistolia/AESP, em que choque não é indicado.

Conteúdo médico por Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe · CRM/MG 105.721 · atualizado em .

Durante PCR pediátrica, o ritmo determina uma bifurcação simples e decisiva. Fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso são chocáveis; assistolia e atividade elétrica sem pulso são não chocáveis. A classificação deve ser feita rapidamente no monitor e imediatamente conectada ao próximo passo do algoritmo.

Choque elétrico não é tratamento para todo ritmo de parada. Desfibrilar assistolia ou AESP não oferece benefício e apenas interrompe compressões. Da mesma forma, atrasar choque em FV ou TV sem pulso reduz chance de sucesso.

FV e TV sem pulso: choque cedo e RCP entre choques

O objetivo da desfibrilação é interromper atividade elétrica desorganizada ou taquicardia ventricular sem pulso e permitir que um ritmo organizado reassuma. Após o choque, compressões são retomadas imediatamente sem pausa prolongada para checagens desnecessárias.

Assistolia e AESP: trate fluxo e causa reversível

Assistolia é ausência de atividade elétrica organizada; AESP mostra atividade elétrica sem pulso efetivo. Nesses cenários, RCP e epinefrina conforme protocolo são associadas à busca de Hs e Ts e outras causas reversíveis.

Artefato e eletrodos podem enganar

Movimento, mau contato e ganho inadequado podem simular ritmo. Se o traçado não combina com o quadro, checar conexões rapidamente sem criar pausas longas ajuda a evitar interpretação errada.

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