Desfibrilação é o choque não sincronizado usado em ritmos de parada chocáveis. Em pediatria, a energia é ajustada ao peso e o processo precisa ser integrado à RCP: carregar o aparelho, garantir segurança e aplicar o choque com pausa mínima nas compressões.
O benefício depende tanto da energia correta quanto do tempo. Uma desfibrilação tecnicamente perfeita, mas atrasada por interrupções longas, perde efetividade.
Desfibrilação não é cardioversão
Na desfibrilação, o choque não espera sincronização com QRS porque o paciente está sem pulso em um ritmo caótico ou ventricular sem perfusão. Na cardioversão, há pulso e o choque é sincronizado para reduzir risco de induzir FV.
Preparação deve reduzir a pausa pré-choque
Eletrodos adequados, posição correta, energia definida e comunicação clara permitem manter compressões enquanto o desfibrilador é preparado. A pausa deve ocorrer apenas pelo tempo necessário para segurança e aplicação.
Depois do choque, retome compressões
Não é necessário esperar uma longa análise imediatamente após cada choque. O algoritmo prioriza retorno rápido à RCP e reavaliação no intervalo apropriado, preservando perfusão coronariana e cerebral.
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