Glossário clínico

SpO₂ — saturação periférica de oxigênio

Estimativa não invasiva da saturação de hemoglobina pelo oxímetro, útil para tendência de oxigenação, mas dependente de perfusão, qualidade de sinal e contexto clínico.

Conteúdo médico por Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe · CRM/MG 105.721 · atualizado em .

SpO₂ é uma estimativa da proporção de hemoglobina arterial saturada com oxigênio, obtida por fotopletismografia. Ela é extremamente útil porque permite monitorização contínua, mas não mede pressão arterial de oxigênio, ventilação, conteúdo total de oxigênio nem entrega tecidual.

Um valor aparentemente tranquilizador pode coexistir com anemia grave, choque ou hipercapnia. Da mesma forma, uma leitura baixa pode ser artefato de movimento ou perfusão periférica ruim. O monitor precisa ser interpretado junto da qualidade do traçado e do paciente.

A tendência é mais útil que uma leitura isolada

Queda progressiva durante esforço respiratório, aumento de necessidade de FiO₂ ou recuperação lenta após intervenção têm mais significado do que oscilações breves. Quando o valor não combina com a clínica, conferir sensor, local, pulso e perfusão antes de concluir.

SpO₂ não mede ventilação

O oxímetro pode permanecer normal em hipoventilação, sobretudo com oxigênio suplementar. Frequência respiratória, profundidade, estado mental e ETCO₂ ajudam a identificar ventilação inadequada que a SpO₂ não mostra.

Choque pode degradar a confiabilidade

Vasoconstrição e baixo fluxo periférico reduzem qualidade do sinal. Em criança em choque, decisões urgentes devem se apoiar no conjunto clínico e não esperar indefinidamente uma leitura perfeita.

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