Glossário clínico

Taquicardia pediátrica

Frequência cardíaca elevada que pode representar resposta fisiológica a febre, dor ou choque ou uma taquiarritmia primária, exigindo correlação com idade, variabilidade, início e perfusão.

Conteúdo médico por Carlos Eduardo Miranda Bruzzi Felipe · CRM/MG 105.721 · atualizado em .

Taquicardia é extremamente comum em pediatria e na maioria das vezes é resposta a estímulo fisiológico: febre, dor, ansiedade, hipovolemia, hipóxia ou choque. O desafio é reconhecer quando a frequência e o padrão não combinam com o contexto e sugerem arritmia.

Idade importa porque limites variam muito. Além do número, observar início abrupto, regularidade, variabilidade com estímulo e repercussão hemodinâmica ajuda a separar taquicardia sinusal de taquicardia supraventricular ou outros ritmos.

Taquicardia sinusal costuma carregar pistas da causa

Ela tende a variar com febre, choro, dor e tratamento da condição de base. História de perda de volume, infecção ou esforço respiratório oferece uma explicação fisiológica plausível. Corrigir a causa deve reduzir a frequência progressivamente.

Taquiarritmia tende a ser mais fixa e desproporcional

Início súbito, frequência muito alta para idade, pouca variabilidade e ausência de causa sistêmica clara aumentam suspeita. ECG e monitorização são necessários para definir ritmo e decidir entre manobras, medicação ou cardioversão.

Instabilidade muda a prioridade

Alteração de consciência, choque, hipotensão ou sinais de insuficiência cardíaca em contexto de taquiarritmia tornam a situação tempo-dependente. A decisão deve seguir algoritmo de taquicardia pediátrica, com cardioversão sincronizada quando indicada.

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