Choque cardiogênico ocorre quando o coração não consegue gerar débito suficiente para atender às necessidades teciduais. Miocardite, cardiomiopatia, cardiopatia congênita e arritmias são exemplos de causas. O desafio é reconhecer que hipoperfusão pode coexistir com excesso de pressão ou volume no circuito pulmonar.
Esse é o cenário em que tratar todo choque como hipovolemia é especialmente perigoso. Fluido pode ser necessário em situações selecionadas, mas deve ser cauteloso e seguido de reavaliação muito próxima.
Pistas de congestão mudam o raciocínio
Hepatomegalia, estertores, edema, cardiomegalia conhecida, história de cardiopatia ou piora respiratória com fluidos reforçam suspeita de componente cardiogênico. Taquicardia isolada não distingue choque cardiogênico de outras formas.
Pressão positiva também muda hemodinâmica
Ventilação com pressão positiva pode reduzir retorno venoso e alterar débito. Em alguns casos melhora trabalho respiratório e pós-carga ventricular; em outros, piora uma circulação dependente de pré-carga. O efeito precisa ser observado, não presumido.
Inotrópicos e tratamento da causa
Quando a bomba é o problema central, suporte inotrópico e tratamento da causa podem ser necessários. Arritmias precisam ser reconhecidas e tratadas quando sustentam o baixo débito. O plano deve acompanhar a fisiologia e, quando disponível, avaliação ecocardiográfica.
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