Conduta por condição

Candidíase oral em pediatria

Tratamento tópico da candidíase oral pediátrica com regimes separados por faixa etária e um limite explícito: nistatina oral não trata doença esofágica ou invasiva.

Conduta contextualizada por CDC · Hospital Israelita Albert Einstein + 1.

01 · Enquadramento

Defina o cenário antes da conduta

Confirmar placas/pseudomembranas brancas removíveis com base eritematosa ou outro fenótipo compatível e diferenciar de resíduos de leite, estomatites virais e outras lesões. Investigar impacto na alimentação, uso recente de antibióticos/corticoide inalatório, chupetas/próteses/dispositivos, recorrência e imunossupressão. Odinofagia, disfagia ou dor retroesternal sugerem extensão esofágica e tiram o caso do fluxo de candidíase oral simples.

Limite desta páginaA página não confirma diagnóstico e a suspensão oral não trata candidíase sistêmica.

02 · Antes da intervenção

O que muda a conduta

Faça primeiro

  1. 01Candidíase orofaríngea precoce/não complicada pode ser tratada com terapia tópica; nistatina em suspensão permanece opção. Aplicar o regime correto para a faixa etária em vez de tratar os cards de lactente e criança como alternativas concorrentes.
  2. 02Orientar técnica: distribuir a suspensão pela mucosa afetada e manter contato local conforme possível antes de deglutir, seguindo a apresentação/bula do produto usado.
  3. 03Corrigir fatores predisponentes quando possível: higiene de bicos/chupetas/dispositivos, técnica e enxágue após corticoide inalatório e revisão de antibiótico desnecessário.
  4. 04Doença moderada/grave, falha verdadeira de terapia tópica, imunossupressão relevante ou suspeita de extensão pode exigir terapia sistêmica e investigação específica; não escalar automaticamente sem confirmar diagnóstico e adesão/técnica.

Sinais de alarme

  • Disfagia, odinofagia, dor retroesternal, recusa alimentar importante, desidratação ou perda de peso sugerem doença mais extensa.
  • Recorrência frequente, candidíase extensa/refratária, imunossupressão conhecida/suspeita ou sinais sistêmicos exigem investigação de predisposição e doença invasiva conforme contexto.

Evite

  • Não diagnosticar candidíase apenas por língua esbranquiçada sem avaliar se as placas são removíveis e se há inflamação subjacente.
  • Não combinar automaticamente nistatina e azol sistêmico em doença oral não complicada.
  • Não prolongar ciclos repetidos sem revisar técnica, adesão, diagnóstico, fatores predisponentes e possibilidade de extensão esofágica.

03 · Manejo

Conduta rápida

O essencial fica visível. Abra somente o passo em que precisa se aprofundar.

Comece aqui

Primeira linha

2 intervençãoões

O que fazer primeiro neste cenário.

Primeira linha · Ação clínica

Tratar candidíase oral em lactentes

Nistatina · Lactentes — candidíase oral

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Lactente com candidíase oral quando nistatina tópica oral estiver indicada.

Restrição do regime

O protocolo informa faixa de 100.000–200.000 UI por dose; usar o regime correspondente à faixa etária e não interpretá-lo como alternativa intercambiável ao regime de crianças maiores.

Resultado do paciente100.000 UI/doseDose fixa documentada na fonte; não depende de peso ou idade.Limites: 200.000 UI por dose no regime de lactentes descrito.
Apresentações para esta dose
  • 1 mL · Suspensão oral · 100.000 UI/1 mL
Primeira linha · Ação clínica

Tratar candidíase oral em crianças

Nistatina · Crianças — dose usual

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Criança fora do regime de lactentes, quando nistatina tópica oral estiver indicada.

Restrição do regime

A fonte institucional descreve faixa ampla de 100.000–600.000 UI por dose; individualizar dentro do regime documentado. Esta é uma faixa etária diferente, não uma alternativa simultânea ao regime de lactentes.

Resultado do paciente100.000 UI/doseDose fixa documentada na fonte; não depende de peso ou idade.Limites: 600.000 UI por dose no regime descrito.
Apresentações para esta dose
  • 1 mL · Suspensão oral · 100.000 UI/1 mL

04 · Reavaliação e destino

O que revisar antes de encerrar a conduta

Reavaliação

Reavaliar resposta clínica, dor, extensão das placas e alimentação. Ausência de melhora após curso adequado ou recorrência precoce exige confirmar diagnóstico, técnica/adesão, fatores predisponentes e considerar cultura/investigação ou terapia sistêmica conforme gravidade.

Escalonamento

Disfagia/odinofagia, incapacidade de alimentar/hidratar, doença moderada a grave, imunossupressão ou falha confirmada de terapia tópica exige avaliação médica dirigida e possível antifúngico sistêmico; suspeita de candidemia/doença invasiva é emergência hospitalar.

Destino

Doença oral localizada, alimentação preservada e ausência de imunossupressão relevante permite manejo ambulatorial. Comprometimento alimentar importante, extensão esofágica suspeita, doença sistêmica ou recorrência/refratariedade importante exige investigação e maior nível de cuidado.

Limites da referência

A página não confirma diagnóstico e a suspensão oral não trata candidíase sistêmica.

Fontes da conduta

Diretrizes e referências de contexto

Taxonomia