Conduta por condição

Celulite e erisipela em pediatria

Estratificação de infecção de pele por extensão, toxicidade, necrose e risco de complicação, com terapia orientada por gravidade e protocolo local.

Conduta contextualizada por HC-UFMG / EBSERH · HC-UFMG / EBSERH + 1.

01 · Enquadramento

Defina o cenário antes da conduta

Delimite extensão, dor, velocidade de progressão, porta de entrada, abscesso, linfangite, febre/toxicidade e sinais de necrose. Considere localização especial (face/orbita), mordedura, imunossupressão e risco microbiológico local.

Limite desta páginaA escolha antibiótica depende de gravidade e microbiologia; a página não força equivalência entre agentes de espectros diferentes.

02 · Paciente

Dados do paciente

Informe apenas os dados necessários para os regimes desta conduta.

kg

O resultado aparece quando os dados exigidos estiverem disponíveis.

03 · Antes da intervenção

O que muda a conduta

Faça primeiro

  1. 01Delimitar extensão quando útil, elevar o membro acometido quando aplicável, analgesia e procura ativa por coleção drenável.
  2. 02Celulite leve não complicada: cefalexina oral é primeira linha no protocolo RCH. Sem deterioração sistêmica, a aparência pode piorar nas primeiras 24 horas e isso isoladamente não obriga troca imediata.
  3. 03Celulite moderada pode ser manejada com revisão próxima e, em cenário apropriado, ceftriaxona IV diária. Falha de melhora em cerca de 48 horas exige reclassificação e investigação de foco/diagnóstico.
  4. 04Doença grave requer terapia IV hospitalar. Dor desproporcional, bolhas, necrose, crepitação, choque ou progressão muito rápida exige avaliação cirúrgica urgente para infecção necrosante.

Sinais de alarme

  • Dor desproporcional, progressão muito rápida, bolhas/necrose, crepitação, choque, toxicidade sistêmica, acometimento orbitário ou imunossupressão.

Evite

  • Não chamar cobertura para MRSA ou clindamicina de alternativa universal em toda celulite.
  • Não atrasar avaliação cirúrgica quando houver suspeita de fasceíte necrosante.

04 · Manejo

Conduta rápida

O essencial fica visível. Abra somente o passo em que precisa se aprofundar.

Comece aqui

Primeira linha

1 intervenção

O que fazer primeiro neste cenário.

Primeira linha · Ação clínica

Tratar por via oral se leve e estável

Cefalexina · Celulite leve/moderada — tratamento oral

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Celulite leve sem toxicidade, necrose, progressão muito rápida ou outra indicação de terapia parenteral; em moderada, somente se houver condições para tentativa oral e revisão próxima.

Restrição do regime

Reavaliar em até 48 h; a aparência pode piorar nas primeiras 24 h sem significar falha isoladamente.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.

Maior gravidade

Maior gravidade / via parenteral

1 intervenção

Ramo para maior gravidade ou necessidade de via parenteral; não significa resgate nem ameaça à vida por si só.

Maior gravidade / via parenteral · Ação clínica

Usar terapia parenteral diária se moderada e elegível

Ceftriaxona · Celulite moderada — opção parenteral ambulatorial/HITH

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Celulite moderada quando via parenteral for indicada e houver modelo seguro de acompanhamento/HITH.

Restrição do regime

Não usar este fluxo para choque, necrose, síndrome compartimental, infecção orbitária ou suspeita de fasceíte necrosante.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.

Escalonamento

Grave / ameaça à vida

1 intervenção

Intervenções reservadas para gravidade ou refratariedade.

Grave / refratária · Ação clínica

Escalonar para cefazolina IV se grave

Cefazolina · Celulite grave — tratamento parenteral

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Celulite grave ou toxicidade que exija internação, no cenário coberto pela diretriz RCH.

Restrição do regime

Progressão rápida pode exigir associação com clindamicina; necrose/choque exige avaliação cirúrgica urgente e protocolo de infecção necrosante, não apenas troca de antibiótico.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.

05 · Reavaliação e destino

O que revisar antes de encerrar a conduta

Reavaliação

Reavaliar extensão, dor, febre e estado geral em 24–48 horas, antes se houver piora. Falha exige procurar abscesso, corpo estranho, diagnóstico alternativo, resistência ou infecção profunda.

Escalonamento

Necrose, choque, progressão rápida ou abscesso profundo exige avaliação cirúrgica/internação e terapia parenteral conforme protocolo.

Destino

Leve e estável: manejo ambulatorial. Moderada: revisão próxima e possibilidade de terapia parenteral ambulatorial/hospitalar. Grave ou rapidamente progressiva: internação.

Limites da referência

A escolha antibiótica depende de gravidade e microbiologia; a página não força equivalência entre agentes de espectros diferentes.

Fontes da conduta

Diretrizes e referências de contexto

Taxonomia