Conduta por condição

Faringoamigdalite estreptocócica em pediatria

Diagnóstico dirigido e erradicação de Streptococcus pyogenes, evitando antibiótico em faringite viral e preservando o esquema completo quando o tratamento estiver indicado.

Conduta contextualizada por Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte / SUS-BH · Centers for Disease Control and Prevention.

01 · Enquadramento

Defina o cenário antes da conduta

Diferenciar fenótipo viral de provável faringite por Streptococcus do grupo A (GAS). Tosse, rinorreia, rouquidão, úlceras orais e conjuntivite favorecem etiologia viral e, quando o quadro é claramente viral, não há indicação de teste para GAS. Em crianças sintomáticas sem sinais virais claros, usar estratégia diagnóstica com teste rápido/cultura conforme disponibilidade; GAS é mais comum entre 5–15 anos e é raro como faringite clássica em menores de 3 anos.

Limite desta páginaA página apresenta duas opções documentadas para erradicação de S. pyogenes: amoxicilina oral e benzilpenicilina benzatina IM em dose única. Elas são alternativas, não terapias cumulativas. Alergia imediata a betalactâmicos, falha terapêutica ou situações especiais exigem estratégia própria.

02 · Paciente

Dados do paciente

Informe apenas os dados necessários para os regimes desta conduta.

kg

O resultado aparece quando os dados exigidos estiverem disponíveis.

03 · Antes da intervenção

O que muda a conduta

Faça primeiro

  1. 01Se houver sinais claramente virais, oferecer cuidado sintomático e não testar/tratar GAS de rotina.
  2. 02Em criança sintomática ≥3 anos sem fenótipo viral claro, teste rápido positivo confirma GAS. Teste rápido negativo deve ser confirmado por cultura de orofaringe quando a estratégia diagnóstica do serviço seguir a recomendação CDC/IDSA.
  3. 03Tratar faringite confirmada por GAS com antibiótico apropriado para reduzir duração de sintomas, transmissão e complicações. Amoxicilina oral e benzilpenicilina benzatina IM são opções documentadas, escolhidas conforme contexto e via apropriada; são alternativas, não terapias cumulativas.
  4. 04Orientar retorno à escola/creche apenas quando afebril e após pelo menos 12–24 horas de antibioticoterapia apropriada.

Sinais de alarme

  • Estridor, sialorreia, dificuldade respiratória, posição de tripé ou incapacidade de manejar secreções sugerem comprometimento de via aérea.
  • Trismo, voz abafada, desvio de úvula, assimetria tonsilar importante, edema cervical progressivo, rigidez cervical ou toxicidade sugerem abscesso peritonsilar/retrofaríngeo ou outra infecção profunda.
  • Desidratação, rebaixamento, sepse ou piora rápida exigem avaliação hospitalar.

Evite

  • Não prescrever antibiótico para faringite claramente viral.
  • Não tratar empiricamente toda dor de garganta como GAS quando há possibilidade de confirmação diagnóstica e o quadro não é de alto risco imediato.
  • Não associar amoxicilina oral e benzilpenicilina benzatina IM: são estratégias alternativas de erradicação do GAS.
  • Não interpretar melhora da febre/dor como exclusão de abscesso profundo se sinais locais ou de via aérea estiverem presentes.

04 · Manejo

Conduta rápida

O essencial fica visível. Abra somente o passo em que precisa se aprofundar.

Comece aqui

Primeira linha

2 intervençãoões

O que fazer primeiro neste cenário.

Há alternativas terapêuticas neste bloco; elas não são cumulativas.

Primeira linha · Ação clínica

Erradicar GAS com amoxicilina oral

Amoxicilina · Faringoamigdalite estreptocócica — 10 dias

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Faringoamigdalite por Streptococcus pyogenes confirmada ou diagnosticada conforme estratégia apropriada, quando a via oral for adequada.

Restrição do regime

Não usar para faringite claramente viral. Completar o curso documentado e revisar alergia a betalactâmicos.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.
Alternativa terapêutica · não associar automaticamente
Primeira linha · Ação clínica

Tratar GAS com benzilpenicilina benzatina IM

Benzilpenicilina benzatina · Faringoamigdalite estreptocócica — dose única IM

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Faringoamigdalite por estreptococo do grupo A confirmada conforme estratégia diagnóstica apropriada, quando a estratégia IM em dose única for adequada.

Restrição do regime

Uso exclusivamente intramuscular profundo; revisar antecedente de hipersensibilidade imediata a penicilinas. Não associar à amoxicilina como rotina.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.
Alternativa terapêutica · não associar automaticamente

05 · Reavaliação e destino

O que revisar antes de encerrar a conduta

Reavaliação

Reavaliar se houver piora, persistência importante de febre/dor, incapacidade de hidratar ou ausência de melhora clínica esperada. Falha deve levar a revisar diagnóstico, adesão e presença de complicação supurativa; não significa automaticamente resistência do GAS à penicilina/amoxicilina.

Escalonamento

Sinais de infecção profunda de pescoço ou comprometimento de via aérea exigem emergência, imagem/especialidade conforme o caso e não devem permanecer no fluxo de faringite não complicada.

Destino

Faringite estreptocócica não complicada, com hidratação e via aérea seguras, pode ser tratada ambulatorialmente. Retorno a escola/creche quando afebril e após 12–24 h de terapia apropriada; incapacidade de hidratar, toxicidade ou suspeita de complicação exige observação/internação conforme gravidade.

Limites da referência

A página apresenta duas opções documentadas para erradicação de S. pyogenes: amoxicilina oral e benzilpenicilina benzatina IM em dose única. Elas são alternativas, não terapias cumulativas. Alergia imediata a betalactâmicos, falha terapêutica ou situações especiais exigem estratégia própria.

Fontes da conduta

Diretrizes e referências de contexto

Taxonomia