Conduta por condição

Infecção do trato urinário em pediatria

Referência para suspeita/diagnóstico de ITU com separação entre quadro oralmente tratável e situações febris, tóxicas ou incapazes de tolerar via oral.

Conduta contextualizada por Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte / SUS-BH.

01 · Enquadramento

Defina o cenário antes da conduta

Defina idade, febre, estado geral, sintomas urinários, dor lombar/abdominal e risco de pielonefrite. Sempre que possível, obtenha amostra urinária adequada para EAS/urocultura antes do antibiótico sem atrasar tratamento de paciente grave.

Limite desta páginaA cefalexina é uma opção oral do protocolo consultado; escolha empírica deve considerar epidemiologia/resistência local, idade e resultado de cultura.

02 · Paciente

Dados do paciente

Informe apenas os dados necessários para os regimes desta conduta.

kg

O resultado aparece quando os dados exigidos estiverem disponíveis.

03 · Antes da intervenção

O que muda a conduta

Faça primeiro

  1. 01Coletar urina por método apropriado à idade e contexto antes do antibiótico quando isso for seguro e não atrasar tratamento necessário.
  2. 02Avaliar febre, hidratação, vômitos, toxicidade e capacidade de terapia oral.
  3. 03Ajustar tratamento após urocultura/sensibilidade e evolução clínica.

Sinais de alarme

  • Lactente pequeno, toxicidade, sepse, desidratação, vômitos persistentes, incapacidade de via oral ou deterioração clínica exigem baixo limiar para tratamento parenteral/hospitalar.

Evite

  • Não diagnosticar ITU apenas por urina coletada de forma inadequada/contaminada quando confirmação microbiológica for necessária.
  • Não manter antibiótico empírico inalterado diante de cultura/resistência incompatível ou falha clínica.

04 · Manejo

Conduta rápida

O essencial fica visível. Abra somente o passo em que precisa se aprofundar.

Comece aqui

Primeira linha

1 intervenção

O que fazer primeiro neste cenário.

Primeira linha · Ação clínica

Iniciar opção oral com cefalexina

Cefalexina · Infecção do trato urinário — tratamento oral

Ver medicamento completo
Use neste cenário

ITU pediátrica em paciente acima de 2 meses, clinicamente estável e com possibilidade de terapia oral, quando cefalexina for apropriada ao padrão local/urocultura.

Restrição do regime

Quadros graves, incapacidade de via oral ou situações especiais exigem estratégia parenteral e investigação própria.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.

05 · Reavaliação e destino

O que revisar antes de encerrar a conduta

Reavaliação

Persistência de febre por mais de 48–72 horas, piora ou vômitos exige reavaliação de cultura, adesão, resistência e complicações.

Escalonamento

Paciente sem tolerância oral, instável ou com sinais de pielonefrite complicada/sepses requer terapia parenteral e avaliação hospitalar conforme protocolo.

Destino

Tratamento ambulatorial é possível em pacientes selecionados, clinicamente estáveis e com seguimento confiável; febre, idade e recorrência influenciam duração e investigação posterior.

Limites da referência

A cefalexina é uma opção oral do protocolo consultado; escolha empírica deve considerar epidemiologia/resistência local, idade e resultado de cultura.

Fontes da conduta

Diretrizes e referências de contexto

Taxonomia