Conduta por condição

Intoxicação por paracetamol em pediatria

Fluxo toxicológico que separa indicação do antídoto do cálculo da acetilcisteína e diferencia ingestão aguda, liberação modificada e ingestão supraterapêutica repetida.

Conduta contextualizada por Royal Children's Hospital Melbourne.

01 · Enquadramento

Defina o cenário antes da conduta

Definir idade, peso real, formulação (liberação imediata versus modificada), quantidade estimada, horário(s), ingestão única versus repetida e intenção. Avaliar todo adolescente com autoenvenenamento deliberado e considerar coingestões. Ingestão aguda >200 mg/kg ou >10 g, quantidade desconhecida, sintomas, ingestão repetida supraterapêutica ou contexto incompatível com acidente exigem avaliação. O nomograma é apropriado apenas aos cenários definidos de ingestão aguda e não deve ser usado para ingestão supraterapêutica repetida.

Limite desta páginaO card de acetilcisteína executa o preparo somente após a decisão toxicológica de tratar. Ele não decide indicação do antídoto apenas pela dose relatada e não automatiza modificações para exposição maciça.

02 · Paciente

Dados do paciente

Informe apenas os dados necessários para os regimes desta conduta.

kg

O resultado aparece quando os dados exigidos estiverem disponíveis.

03 · Antes da intervenção

O que muda a conduta

Faça primeiro

  1. 01Na ingestão única de liberação imediata, dosar paracetamol e função hepática no tempo apropriado: concentração em 4 h (ou assim que possível depois) para comprimidos; líquidos em crianças pequenas têm particularidades de coleta precoce. Iniciar acetilcisteína imediatamente se o resultado não estiver disponível até 8 h após ingestão potencialmente tóxica ou se houver lesão hepática.
  2. 02Liberação modificada exige concentrações seriadas e função hepática basal; ingestões complicadas, maciças ou modificadas devem ser discutidas com toxicologia.
  3. 03Na ingestão supraterapêutica repetida, não usar nomograma. Dosar paracetamol e ALT nos limiares definidos e iniciar acetilcisteína quando ALT >50 U/L ou concentração >20 mg/L, em discussão com toxicologia.
  4. 04Quando indicada, acetilcisteína IV padrão: 200 mg/kg em 4 h, seguida por 100 mg/kg em 16 h. Usar peso real, limitado a 110 kg para cálculo. O volume TOTAL inclui o volume do antídoto e do cristaloide; a calculadora de bomba usa 7 mL/kg (máx. 500 mL) e 14 mL/kg (máx. 1000 mL) nos dois estágios fonteados.
  5. 05Em exposição maciça, a dose da segunda infusão pode precisar ser modificada; não aplicar o esquema padrão como resposta universal sem toxicologia.

Sinais de alarme

  • Apresentação >8 h após exposição potencialmente tóxica, sintomas de lesão hepática, acidose, coagulopatia, hipoglicemia, encefalopatia ou insuficiência renal.
  • Formulação de liberação modificada, exposição maciça, quantidade desconhecida ou ingestão supraterapêutica repetida alteram o algoritmo padrão e exigem toxicologia.

Evite

  • Não usar o nomograma para ingestão supraterapêutica repetida e não misturar unidades de concentração ao plotar o nomograma.
  • Não atrasar acetilcisteína além de 8 h aguardando um resultado que não chegará a tempo em exposição potencialmente tóxica.
  • Não interromper acetilcisteína automaticamente quando a segunda bolsa terminar e não abreviar o esquema sem discussão toxicológica.
  • Não tratar os volumes das bolsas como volume de diluente: são volumes TOTAIS, incluindo a acetilcisteína.

04 · Manejo

Conduta rápida

O essencial fica visível. Abra somente o passo em que precisa se aprofundar.

Comece aqui

Primeira linha

2 intervençãoões

O que fazer primeiro neste cenário.

Primeira linha · Ação clínica

Iniciar acetilcisteína — etapa 1

Acetilcisteína · Intoxicação por paracetamol — acetilcisteína — etapa 1

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Após confirmação de que o fluxo toxicológico indica acetilcisteína.

Restrição do regime

200 mg/kg ao longo de 4 horas; o volume final de infusão depende do peso/protocolo e não é inferido do volume da ampola.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.
Primeira linha · Ação clínica

Completar acetilcisteína — etapa 2

Acetilcisteína · Intoxicação por paracetamol — acetilcisteína — etapa 2

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Sequência obrigatória após a etapa 1 no esquema padrão de 20 horas.

Restrição do regime

100 mg/kg ao longo das 16 horas seguintes; exposição maciça pode exigir modificação toxicológica do esquema.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.

05 · Reavaliação e destino

O que revisar antes de encerrar a conduta

Reavaliação

Programar paracetamol e ALT 18 horas após o início da acetilcisteína, cerca de 2 horas antes do fim da segunda etapa. Se apresentação >24 h, incluir INR, gasometria e função renal. Após 20 h, só suspender acetilcisteína se ALT estiver normal, paracetamol <10 mg/L e o paciente estiver clinicamente bem; qualquer outro cenário exige toxicologia e possível continuação.

Escalonamento

ALT crescente/lesão hepática, INR alterado, acidose, hipoglicemia, encefalopatia, insuficiência renal, exposição maciça ou necessidade de prolongar antídoto exige toxicologia e nível de cuidado compatível, incluindo terapia intensiva/centro hepático quando indicado.

Destino

Permanecer em monitorização até que não haja necessidade adicional de acetilcisteína e os exames/critérios de suspensão estejam adequados. Ingestão deliberada também exige avaliação de risco antes da alta; exposição complicada não deve receber alta com base apenas em ausência de sintomas iniciais.

Limites da referência

O card de acetilcisteína executa o preparo somente após a decisão toxicológica de tratar. Ele não decide indicação do antídoto apenas pela dose relatada e não automatiza modificações para exposição maciça.

Fontes da conduta

Diretrizes e referências de contexto

Taxonomia