Conduta por condição

Náuseas e vômitos em pediatria

Abordagem do vômito por causa, hidratação e sinais de alarme; antieméticos aparecem apenas nos cenários em que existe indicação e regime documentados.

Conduta contextualizada por PubMed · Royal Children's Hospital Melbourne.

01 · Enquadramento

Defina o cenário antes da conduta

Vômito é um sintoma, não um diagnóstico. Antes de oferecer antiemético, definir idade, início, frequência, aspecto e relação com alimentação; procurar diarreia, febre, dor focal, distensão, cefaleia matinal, trauma, poliúria/polidipsia, toxinas e sintomas urinários. Vômito bilioso verde é obstrução gastrointestinal até prova em contrário. Em criança sem diarreia, ampliar ativamente o diferencial para causas cirúrgicas, neurológicas, infecciosas, metabólicas e toxicológicas.

Limite desta páginaVômitos acompanham diagnósticos muito diferentes; a página não determina causa ou necessidade de antiemético.

02 · Paciente

Dados do paciente

Informe apenas os dados necessários para os regimes desta conduta.

kg
meses

O resultado aparece quando os dados exigidos estiverem disponíveis.

03 · Antes da intervenção

O que muda a conduta

Faça primeiro

  1. 01Avaliar ABC, perfusão e hidratação. Choque exige ressuscitação; desidratação sem choque deve priorizar reidratação enteral quando factível.
  2. 02Checar glicemia quando houver prostração, jejum prolongado, criança pequena, alteração de consciência ou suspeita metabólica; a diretriz RCH recomenda considerar glicemia e cetonas quando BGL <3 mmol/L ou >11 mmol/L.
  3. 03Vômito bilioso/verde, peritonismo, distensão importante, ausência/alteração marcada de ruídos, dor testicular/ovariana compatível ou outro fenótipo cirúrgico exige avaliação cirúrgica urgente; não tratar apenas o sintoma.
  4. 04Ondansetrona pode ajudar a manter hidratação em cenário selecionado, mas o regime calculável desta base para gastroenterite após falha inicial da TRO vem de ensaios que incluíram crianças a partir de 1 ano. Portanto, este card é liberado apenas a partir de 12 meses completos, em dose oral única de 0,15 mg/kg; não transformar em esquema programado repetitivo.
  5. 05Se ondansetrona não funcionar, revisar diagnóstico e gravidade antes de simplesmente empilhar outro antiemético; outros agentes têm perfis de eventos adversos relevantes em pediatria.

Sinais de alarme

  • Vômito bilioso verde, sinais de peritonite, distensão progressiva ou dor focal intensa.
  • Letargia/rebaixamento, déficit neurológico, fontanela abaulada, cefaleia matinal, rigidez de nuca/fotofobia ou sinais de hipertensão intracraniana.
  • Choque/desidratação grave, distúrbio metabólico importante, hematêmese relevante, vômitos persistentes com perda ponderal/falha de crescimento ou reapresentações sem diagnóstico claro.

Evite

  • Não chamar vômito isolado de gastroenterite sem diarreia ou outro suporte clínico.
  • Não tranquilizar apenas porque o vômito cessou após ondansetrona: a resposta sintomática não exclui causa grave.
  • Não usar ondansetrona como substituta da reidratação e não inferir esquema repetido de 8/8 h ou 12/12 h a partir do regime de dose única para gastroenterite.
  • Não extrapolar o regime calculável de gastroenterite para menores de 12 meses: a fonte vinculada ao card não estudou essa faixa.
  • Não adiar avaliação cirúrgica em vômito bilioso/verde ou sinais de abdome agudo.

04 · Manejo

Conduta rápida

O essencial fica visível. Abra somente o passo em que precisa se aprofundar.

Adjuvantes

Associar / complementar

1 intervenção

Associar apenas quando o critério do próprio regime estiver presente.

Adjuvante · Ação clínica

Usar ondansetrona apenas para facilitar a reidratação em cenário selecionado

Ondansetrona · Gastroenterite aguda após falha da reidratação oral — evidência clínica

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Criança com 12 meses completos ou mais, com vômitos associados à gastroenterite aguda após falha inicial de terapia de reidratação oral, dentro da faixa documentada do regime.

Restrição do regime

Dose única. Não usar este regime calculável abaixo de 12 meses. Cessação do vômito não exclui causa séria e não substitui reidratação nem reavaliação diagnóstica.

Resultado do pacienteInforme peso e idadeO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.

05 · Reavaliação e destino

O que revisar antes de encerrar a conduta

Reavaliação

Após hidratação e/ou tratamento sintomático, reavaliar sinais vitais, perfusão, estado mental, glicemia quando indicada, dor, exame abdominal/neurológico e capacidade de tolerar pequenos volumes por via oral. Persistência, retorno rápido do vômito, surgimento de dor focal, alteração neurológica ou incapacidade de hidratar muda o diagnóstico operacional e o nível de cuidado.

Escalonamento

Criança agudamente enferma que não responde à ressuscitação, distúrbio metabólico grave, suspeita de obstrução/torsão/apendicite, hipertensão intracraniana, meningite, intoxicação ou incerteza diagnóstica relevante exige pediatria/especialidade e transferência quando o serviço não comportar o cuidado necessário.

Destino

Alta somente se estiver alerta, com sinais vitais adequados, tolerando pequenas quantidades por via oral, sem red flags, com causa identificada e tratada ou após consideração explícita dos diagnósticos de alto risco e plano de seguimento/retorno claro.

Limites da referência

Vômitos acompanham diagnósticos muito diferentes; a página não determina causa ou necessidade de antiemético.

Fontes da conduta

Diretrizes e referências de contexto

Taxonomia