Conduta por condição

Parada cardiorrespiratória em pediatria

Referência operacional por ritmo: RCP de alta qualidade, desfibrilação quando indicada e epinefrina no momento correto, sem misturar os caminhos chocável e não chocável.

Conduta contextualizada por American Heart Association / American Academy of Pediatrics.

01 · Enquadramento

Defina o cenário antes da conduta

Confirmada a PCR, inicie RCP de alta qualidade e identifique o ritmo. O momento da epinefrina depende do ritmo inicial: em não chocável deve ser precoce; em FV/TV sem pulso, desfibrilação rápida é prioridade.

Limite desta páginaEsta página destaca os regimes de epinefrina já estruturados e o momento por ritmo. Não substitui o algoritmo completo PALS nem calcula energia de desfibrilação ou todos os fármacos de ressuscitação.

02 · Paciente

Dados do paciente

Informe apenas os dados necessários para os regimes desta conduta.

kg

O resultado aparece quando os dados exigidos estiverem disponíveis.

03 · Antes da intervenção

O que muda a conduta

Faça primeiro

  1. 01Iniciar RCP de alta qualidade, minimizar interrupções, garantir ventilação adequada e conectar monitor/desfibrilador.
  2. 02Classificar ritmo como chocável ou não chocável e seguir o ramo correspondente, tratando causas reversíveis em paralelo.
  3. 03Obter acesso IV/IO sem interromper RCP e conferir cuidadosamente concentração/preparo das medicações de ressuscitação.

Sinais de alarme

  • Toda PCR é uma emergência tempo-dependente; atraso de RCP/desfibrilação/epinefrina conforme o ritmo compromete o objetivo do algoritmo.
  • Erro de concentração da epinefrina é risco crítico: o regime EV/IO usa solução preparada 0,1 mg/mL, distinta da ampola 1 mg/mL.

Evite

  • Não atrasar desfibrilação em FV/TV sem pulso para administrar epinefrina.
  • Não administrar bicarbonato ou cálcio rotineiramente sem circunstância específica que os indique.

04 · Manejo

Conduta rápida

O essencial fica visível. Abra somente o passo em que precisa se aprofundar.

Comece aqui

Primeira linha

2 intervençãoões

O que fazer primeiro neste cenário.

Há alternativas terapêuticas neste bloco; elas não são cumulativas.

Primeira linha · Ação clínica

Administrar epinefrina precocemente no ritmo não chocável

Epinefrina (adrenalina) · PCR — ritmo inicial não chocável — EV/IO

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Assistolia/AESP: administrar a primeira dose o mais cedo possível enquanto mantém RCP de alta qualidade.

Restrição do regime

Regime EV/IO com concentração preparada 0,1 mg/mL; não administrar diretamente a ampola 1 mg/mL como se fosse a concentração final.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.
Alternativa terapêutica · não associar automaticamente
Primeira linha · Ação clínica

Priorizar desfibrilação e temporizar epinefrina no ritmo chocável

Epinefrina (adrenalina) · PCR — ritmo inicial chocável — EV/IO

Ver medicamento completo
Use neste cenário

FV/TV sem pulso: desfibrilação rápida é prioridade; epinefrina entra após 2 tentativas ou antes apenas se desfibrilação rápida não for possível.

Restrição do regime

Regime EV/IO com concentração preparada 0,1 mg/mL; não usar a sequência do ritmo não chocável.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.
Alternativa terapêutica · não associar automaticamente

05 · Reavaliação e destino

O que revisar antes de encerrar a conduta

Reavaliação

Reavaliar ritmo/ROSC a cada ciclo do algoritmo, manter RCP de alta qualidade e repetir epinefrina no intervalo recomendado enquanto persistir PCR.

Escalonamento

Em FV/TV sem pulso refratária, antiarrítmico e novas desfibrilações entram conforme o algoritmo PALS; após ROSC, iniciar cuidados pós-parada.

Destino

Após ROSC, manejo pós-PCR e cuidado intensivo são obrigatórios; sem ROSC, seguir algoritmo e decisões de ressuscitação conforme contexto clínico e protocolo.

Limites da referência

Esta página destaca os regimes de epinefrina já estruturados e o momento por ritmo. Não substitui o algoritmo completo PALS nem calcula energia de desfibrilação ou todos os fármacos de ressuscitação.

Fontes da conduta

Diretrizes e referências de contexto

Taxonomia