Conduta por condição

Sinusite bacteriana aguda em pediatria

Diagnóstico clínico por padrão de evolução e tratamento antimicrobiano seletivo, com observação possível em casos não complicados e amoxicilina no cenário apropriado.

Conduta contextualizada por Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte / SUS-BH · American Academy of Pediatrics.

01 · Enquadramento

Defina o cenário antes da conduta

Diagnosticar sinusite bacteriana aguda clinicamente por um de três fenótipos: sintomas nasais/tosse diurna persistindo >10 dias sem melhora; piora após melhora inicial; ou início grave com febre ≥39 °C e secreção nasal purulenta por pelo menos 3 dias consecutivos. Cor isolada da secreção ou poucos dias de resfriado não distinguem infecção bacteriana de viral.

Limite desta páginaO cálculo de amoxicilina abaixo representa o cenário não complicado >2 anos do protocolo SUS-BH. Crianças menores, doença moderada/grave, uso recente de antibiótico e outros fatores podem exigir amoxicilina-clavulanato ou estratégia diferente.

02 · Paciente

Dados do paciente

Informe apenas os dados necessários para os regimes desta conduta.

kg

O resultado aparece quando os dados exigidos estiverem disponíveis.

03 · Antes da intervenção

O que muda a conduta

Faça primeiro

  1. 01Fenótipo grave ou de piora após melhora inicial: iniciar antibioticoterapia. No fenótipo persistente >10 dias sem melhora e sem complicação, antibioticoterapia imediata ou observação adicional por até 3 dias pode ser considerada quando houver seguimento confiável.
  2. 02Amoxicilina com ou sem clavulanato é primeira linha nas diretrizes pediátricas. O card desta página usa o regime brasileiro estruturado de amoxicilina para >2 anos e doença não complicada; fatores de resistência, idade menor, doença grave ou complicação exigem outro ramo.
  3. 03Não solicitar radiografia/TC para diferenciar sinusite bacteriana não complicada de infecção viral. Imagem contrastada é reservada quando há suspeita de complicação orbitária ou intracraniana.
  4. 04Analgesia, hidratação e higiene nasal podem ser usadas como suporte; terapias adjuvantes não substituem decisão diagnóstica e antimicrobiana quando o quadro cumpre critérios.

Sinais de alarme

  • Edema orbitário importante, dor com movimentação ocular, limitação de motilidade, diplopia, proptose ou alteração visual sugerem complicação orbitária.
  • Cefaleia intensa/progressiva, vômitos, sinais meníngeos, alteração de consciência, déficit focal, convulsão ou sinais de hipertensão intracraniana sugerem complicação do SNC.
  • Toxicidade sistêmica, sepse ou rápida progressão exigem avaliação hospitalar.

Evite

  • Não diagnosticar sinusite bacteriana apenas por secreção amarela/verde.
  • Não solicitar imagem de rotina em sinusite não complicada.
  • Não prolongar observação se houver piora clínica, fenótipo grave ou surgimento de sinais orbitários/intracranianos.
  • Não trocar antibiótico antes de revisar diagnóstico, adesão, dose e complicações quando a resposta for inadequada.

04 · Manejo

Conduta rápida

O essencial fica visível. Abra somente o passo em que precisa se aprofundar.

Comece aqui

Primeira linha

1 intervenção

O que fazer primeiro neste cenário.

Primeira linha · Ação clínica

Tratar sinusite bacteriana não complicada com amoxicilina

Amoxicilina · Sinusite bacteriana aguda não complicada — >2 anos

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Criança >2 anos que cumpre critério clínico de sinusite bacteriana aguda não complicada e não apresenta fator que exija ampliação de cobertura.

Restrição do regime

Não aplicar a <2 anos, complicação orbitária/intracraniana, imunossupressão, doença grave ou risco relevante de resistência sem protocolo específico.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.

05 · Reavaliação e destino

O que revisar antes de encerrar a conduta

Reavaliação

Reavaliar em até 72 horas após a decisão inicial. Piora a qualquer momento ou ausência de melhora em 72 horas exige confirmar o diagnóstico, procurar complicação e iniciar/ajustar antibioticoterapia conforme o tratamento prévio e o risco microbiológico.

Escalonamento

Suspeita de complicação orbitária ou intracraniana → avaliação hospitalar urgente, imagem contrastada (TC e/ou RM conforme disponibilidade e hipótese) e participação de otorrino/oftalmo/neuro/infectologia conforme o caso.

Destino

Doença não complicada e estável pode ser tratada ambulatorialmente com seguimento. Complicação orbitária/intracraniana, toxicidade, alteração neurológica ou incapacidade de manter tratamento oral exige internação e terapia parenteral conforme protocolo especializado.

Limites da referência

O cálculo de amoxicilina abaixo representa o cenário não complicado >2 anos do protocolo SUS-BH. Crianças menores, doença moderada/grave, uso recente de antibiótico e outros fatores podem exigir amoxicilina-clavulanato ou estratégia diferente.

Fontes da conduta

Diretrizes e referências de contexto

Taxonomia