Conduta por condição

Mastoidite aguda em pediatria

Reconhecimento de complicação de otite com necessidade de tratamento hospitalar e avaliação otorrinolaringológica, sem reduzir o quadro a antibiótico ambulatorial.

Conduta contextualizada por HC-UFMG / EBSERH · HC-UFMG / EBSERH + 1.

01 · Enquadramento

Defina o cenário antes da conduta

Suspeite diante de edema/eritema/dor retroauricular, protrusão do pavilhão, febre/otorréia ou OMA com evolução desfavorável. Procure abscesso subperiosteal, paralisia facial, meningismo, sinais neurológicos e complicação intracraniana/trombótica.

Limite desta páginaO card é primeira escolha para mastoidite aguda imunocompetente no cenário descrito pela UCSF. MRSA documentado/colonização recente, extensão intracraniana, imunossupressão e mastoidite crônica exigem outra estratégia; controle do foco com otorrino é parte do tratamento.

02 · Paciente

Dados do paciente

Informe apenas os dados necessários para os regimes desta conduta.

kg

O resultado aparece quando os dados exigidos estiverem disponíveis.

03 · Antes da intervenção

O que muda a conduta

Faça primeiro

  1. 01Confirmar o fenótipo clínico de mastoidite aguda — protrusão do pavilhão, edema/eritema/dor retroauricular e contexto de otite — e não confundir simples opacificação radiológica das células mastoideas com doença coalescente.
  2. 02Internar, iniciar antimicrobiano IV e solicitar avaliação otorrinolaringológica precoce para necessidade de miringotomia, drenagem ou mastoidectomia.
  3. 03Imagem não precisa ser automática em todo caso não complicado; é prioritária quando há sinais neurológicos, abscesso, suspeita de extensão intracraniana/trombose ou falha clínica.
  4. 04Se houver história documentada recente de MRSA, o protocolo UCSF orienta acrescentar cobertura específica; retirar essa cobertura se cultura do foco drenado não demonstrar MRSA.

Sinais de alarme

  • Flutuação/abscesso retroauricular, sinais neurológicos, meningismo, paralisia facial, toxicidade/sepse, cefaleia intensa, alteração de consciência ou rápida progressão.

Evite

  • Não tratar mastoidite como simples OMA prolongando antibiótico oral sem avaliação hospitalar.
  • Não misturar o ramo de otite crônica complicada com mastoidite aguda típica.
  • Não atrasar avaliação otorrinolaringológica/controle de foco diante de abscesso ou complicação.

04 · Manejo

Conduta rápida

O essencial fica visível. Abra somente o passo em que precisa se aprofundar.

Comece aqui

Primeira linha

1 intervenção

O que fazer primeiro neste cenário.

Primeira linha · Ação clínica

Iniciar ampicilina + sulbactam IV

Ampicilina + sulbactam · Mastoidite aguda — paciente imunocompetente

Ver medicamento completo
Use neste cenário

Mastoidite aguda em criança imunocompetente, como complicação de OMA, sem fenótipo de mastoidite crônica.

Restrição do regime

Solicitar otorrinolaringologia precocemente para avaliar controle do foco. História de MRSA recente, extensão intracraniana, imunossupressão ou curso crônico mudam o esquema.

Resultado do pacienteInforme pesoO cálculo aparece apenas dentro de uma faixa documentada.

05 · Reavaliação e destino

O que revisar antes de encerrar a conduta

Reavaliação

Reavaliar febre, dor, edema/protrusão retroauricular, sinais neurológicos e evolução local nas primeiras 24–48 horas. Ausência de melhora exige revisar foco drenável, microbiologia, imagem e necessidade de procedimento.

Escalonamento

Abscesso subperiosteal, paralisia facial, meningismo, trombose, sinais neurológicos ou falha clínica exigem imagem e abordagem otorrinolaringológica urgente; extensão intracraniana requer manejo multidisciplinar.

Destino

Manejo hospitalar inicial. Transição para via oral somente após melhora clínica e controle de foco; duração total depende de complicação, microbiologia e resposta.

Limites da referência

O card é primeira escolha para mastoidite aguda imunocompetente no cenário descrito pela UCSF. MRSA documentado/colonização recente, extensão intracraniana, imunossupressão e mastoidite crônica exigem outra estratégia; controle do foco com otorrino é parte do tratamento.

Condições relacionadas

Fontes da conduta

Diretrizes e referências de contexto

Taxonomia